12 Ago 2009 - 19:26:05
Esta é uma pergunta intrigante, mas que aparece apenas 3 vezes no Antigo Testamento. Ela nos reflete a percepção de que Deus está atento às pessoas apesar do homem ser relativamente pequeno e insignificante em comparação com todo o universo.
A pergunta nos faz pensar sobre nós mesmo: afinal, que somos? Muitos teólogos se debruçam sobre o tema. Para David Jenkins “eu sou eu mesmo”. Para Wolff “o homem é tudo, menos a medida de todas as coisas”.
O ser humano é um ser criado. Foi criado por Deus, logo, se o SENHOR nos fez nós somos seus. Deus é o nosso criador e nós suas criaturas. Há então uma enorme distância entre Criador e Criatura. Essa ordem jamais poderá ser alterada. O SENHOR sempre será o Criador, incriado, e nós sempre seremos criatura.
Como criado o ser humano então passa a ter a fraqueza e as limitações de todas as criaturas. Ainda que o homem comesse da árvore do conhecimento jamais poderia chegar ao nível de Deus. Deus é soberano, nosso dever é prestar-lhe obediência.
O ser humano é semelhante a Deus, a imago Dei. A relação entre Criador e criatura põe uma grande distância entre Deus e a raça humana. Da mesma forma, ela os amarra firmemente um ao outro. Deus fez o ser humano para que este pudesse ser ou tornar-se o que Deus pretendia. A Bíblia contêm uma informação da sabedoria grega que dizia que “nele vivemos, nos movemos e existimos”. Uma afirmação verdadeira porque dependemos do Criador.
G. Ernest Wright afirma que a frase “um pouco menor que os anjos” é exatamente igual à expressão “à imagem de Deus” em Gênesis. O homem então deve ser como Deus, não Deus, mas ver, pensar e agir como Deus, é para isso que Deus o criou. Este fato nos mostra também o domínio que Deus tem sobre toda a criação. Mostra-nos que o ser humano como toda a natureza depende diretamente do Criador, Deus.
Por ser a imagem de Deus o ser humano transforma tudo a sua volta. Ele não cria do nada, como Deus, mas transforma o que está criado.
Muitos fatores envolvem a imagem de Deus. Um é o fator plural ou da deliberação própria de Deus em “façamos o homem” (Gn 1.26). Ele disse: à nossa imagem, e não a minha imagem. Isto nos mostra que apesar da imagem de Deus amarrar os dois, ao mesmo tempo ela distância mostrando que o homem não é e não tem a forma de Deus. O segundo fator que se tem é o fator filológico. Neste caso as palavras se assemelham quanto a seus significados, pois remete as formas das palavras. O terceiro fator relacionado a imagem de Deus é quando se pensa na “imagem de Deus” em relação ao domínio sobre os animais e sobre a terra inteira, o ser humano exerce autoridade sobre os animais devido à sua imagem. O quarto fator é que tanto o homem como a mulher estão incluídos na imagem de Deus. Não é só o homem e não apenas a mulher foi feita a imagem de Deus, mas ambos. O homem e a mulher foram feitos à imagem e semelhança de Deus, o que os coloca em certo grau igualdade. Um quinto fato no significado da “imagem de Deus” é que ela é transmitida às sucessivas gerações. A imagem foi passada de modo natural pelo homem. Este recebeu poder de Deus para reproduzir-se, na íntegra, logo a imagem também foi transmitida. Alguns comentaristas entendem que esta foi enfraquecendo-se com o passar dos anos, o que explicaria a queda da expectativa de vida do ser humano. Quem compartilha este pensamento é G. Henton Davies. Para Karl Barth a transmissão não é obra do homem pois este é físico, a imagem é transmitida pela graça de Deus. Já Claus Westerman acredita que é algo dado ao ser humano pelo próprio fato de sua existência. Não sabemos de fato como a imagem de Deus é transmitida, mas sabemos que ela é. É ela que nos torna humanos, e não apenas animais. O sexto fator é o fato de que a vida humana é “sagrada”. Por ser a imagem de Deus a vida humana ganha grande importância e graças a imagem de Deus torna-se sagrada. D. J. A. Clines conclui que na verdade o homem é o representante de Deus no mundo criado. Isso quer dizer que somos administradores da criação de Deus.A definição de imagem e semelhança de Deus é muito importante para nossa teologia do Antigo Testamento. Para Irineu refere-se imagem à liberdade e racionalidade, a semelhança nos remete a autodeterminação. Poderíamos pensar que se o homem não fosse a imagem de Deus sua vida não teria propósito. Mas isso nunca passou pela “cabeça de Deus”, pois se Deus tivesse criado o homem diferente Dele Ele seria egoísta, pecaria, pois rejeitaria a si mesmo. Apesar de ter pecado o homem não perdeu a imagem de Deus, isso é o que nos diz o AT e o NT. Lutero e Calvino diziam que um resquício da imagem permanecia. Ela teria sido danificada, mas não destruída, desfigurada mas não apagada. O pecado ofuscou a imagem, mas ela ainda está lá, existe, e quando o indivíduo reconhece seu estado precário de pecado, recebe Jesus como seu Salvador, a imagem começa ser melhorada pela atuação do Espírito Santo. Os homens são semelhantes a Deus, os únicos na criação. Não somos divinos, mas somos semelhantes a Deus. Nós o representamos, exercemos parcialmente seu poder sobre a terra. Somos responsáveis pelo modo como agimos diante Dele e de uns dos outros. O ser humano é também um ser social, ele foi criado como um ser social e para ser um ser social. Vemos no primeiro texto que fala da criação que o homem e a mulher foram criados ao mesmo tempo. A raça humana consiste em homem e mulher. O que nos leva entender que Deus criou um para o outro. Logo, vemos o relacionamento entre os seres humanos como algo extremamente estreito. Deus nos criou para o relacionamento. O homem não foi criado só: Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer alguém como se fosse sua outra metade (Gn 2.18). Deus criou a auxiliadora. Correspondente a, auxiliadora que fosse idônea.A relação entre Adão e Eva descreve a relação entre Javé e Israel. Na relação social temos então a dependência de uns dos outros. No casamento e família vemos que Deus abençoou o ser humano com poder de reprodução. Deus é a favor da família. Alguns casos, como o de Jeremias, Deus requereu o celibato, mas com nenhuma intenção de que este traria mais pureza ao indivíduo. Esta idéia de celibato traz pureza é totalmente oposta ao AT. Para Sansão, o propósito do casamento não era necessariamente formar família e gerar filhos, mas uma oportunidade de Deus julgar os filisteus. O casamento é tão abençoado por Deus que a Bíblia diz que os filhos são presentes de Deus. Um ponto que merece nosso destaque é a descrição de Gênesis onde o homem deixaria a casa de seu pai e se uniria a sua mulher, ou seja, nada de morar sozinho, da casa do pai direto para o lar de família, pois Deus ama e tem propósitos de alegrias para a família. Contudo, este sistema é estranho a prática patriarcal onde a mulher é quem saia da casa de seus pais. As esposas eram simples propriedades. Alguns comentaristas como Wright rebatem dizendo que a esposa não era propriedade do marido, mas também não tinham uma posição legal independente. Tendo em vista que Deus deseja que o homem viva socialmente vemos também que o individualismo faz parte junto à personalidade da vida corporativa do ser humano. Cada pessoa era um ser social, mas ao mesmo tempo um indivíduo e um membro de uma família. O indivíduo tinha uma existência real dentro da tribo, mas fora dela não era nada, uma pessoa sem direitos. O orador de Salmos nos mostra como uma só pessoa pode representar todo o povo, o orador está na primeira pessoa, mas representa todo o Israel. Alguns termos hebraicos estão relacionados à unidade da sociedade: Família, Tribo, Estado, Reino e Monarquia. Todos estes nos mostra o desenvolver da história, da política e da sociedade de Israel. O ser humano é também um ser unitário. Os humanos são seres integrais. Sua natureza segundo Platão corresponde à razão, parte imortal, e a sensualidade, que é mortal. A natureza humana é uma unidade não uma diversidade.As palavras hebraicas nos ajudam a interpretar as Escrituras. Adam “ser humano” no significado de vermelho (aparece 562 vezes), ‘ish “homem” no sentido de marido (aparece 2.160 vezes) , ‘enôsh “ser humano” como fraco e mortal (aparece 42 vezes), geber “homem” como forte e valente (65 vezes) e mat “homens”. Quanto a aspectos básicos temos: basar “carne”, rûah “vento ou espírito”, nepesh “vida ou alma” e lêb “coração”.Basar, a carne é a parte visível do homem, o físico. A carne liga o ser humano ao mundo animal, não ao divino. No AT é fraca, mas não a base do pecado. O hebraico não tem nenhuma palavra que significa corpo.Rûah “vento ou espírito” é o princípio vital no ser humano. É misterioso e invisível. É imortal. Nepesh “vida ou alma” , é relacionada com o pescoço ou garganta. É usada como respiração indicando vida e vitalidade. No sentido psíquico é amar, odiar e enfraquecer. Esta pode morrer Lev 21.11.Lêb “coração”, transmite o ser em sua totalidade. Dele vem todos os desgínios. O homem está condicionado no pecado como todo seu ser. Precisaria de uma redenção tanto no físico como nos psíquicos. A vida após a morte incluirá corpo e alma ressurretos.
A pergunta nos faz pensar sobre nós mesmo: afinal, que somos? Muitos teólogos se debruçam sobre o tema. Para David Jenkins “eu sou eu mesmo”. Para Wolff “o homem é tudo, menos a medida de todas as coisas”.
O ser humano é um ser criado. Foi criado por Deus, logo, se o SENHOR nos fez nós somos seus. Deus é o nosso criador e nós suas criaturas. Há então uma enorme distância entre Criador e Criatura. Essa ordem jamais poderá ser alterada. O SENHOR sempre será o Criador, incriado, e nós sempre seremos criatura.
Como criado o ser humano então passa a ter a fraqueza e as limitações de todas as criaturas. Ainda que o homem comesse da árvore do conhecimento jamais poderia chegar ao nível de Deus. Deus é soberano, nosso dever é prestar-lhe obediência.
O ser humano é semelhante a Deus, a imago Dei. A relação entre Criador e criatura põe uma grande distância entre Deus e a raça humana. Da mesma forma, ela os amarra firmemente um ao outro. Deus fez o ser humano para que este pudesse ser ou tornar-se o que Deus pretendia. A Bíblia contêm uma informação da sabedoria grega que dizia que “nele vivemos, nos movemos e existimos”. Uma afirmação verdadeira porque dependemos do Criador.
G. Ernest Wright afirma que a frase “um pouco menor que os anjos” é exatamente igual à expressão “à imagem de Deus” em Gênesis. O homem então deve ser como Deus, não Deus, mas ver, pensar e agir como Deus, é para isso que Deus o criou. Este fato nos mostra também o domínio que Deus tem sobre toda a criação. Mostra-nos que o ser humano como toda a natureza depende diretamente do Criador, Deus.
Por ser a imagem de Deus o ser humano transforma tudo a sua volta. Ele não cria do nada, como Deus, mas transforma o que está criado.
Muitos fatores envolvem a imagem de Deus. Um é o fator plural ou da deliberação própria de Deus em “façamos o homem” (Gn 1.26). Ele disse: à nossa imagem, e não a minha imagem. Isto nos mostra que apesar da imagem de Deus amarrar os dois, ao mesmo tempo ela distância mostrando que o homem não é e não tem a forma de Deus. O segundo fator que se tem é o fator filológico. Neste caso as palavras se assemelham quanto a seus significados, pois remete as formas das palavras. O terceiro fator relacionado a imagem de Deus é quando se pensa na “imagem de Deus” em relação ao domínio sobre os animais e sobre a terra inteira, o ser humano exerce autoridade sobre os animais devido à sua imagem. O quarto fator é que tanto o homem como a mulher estão incluídos na imagem de Deus. Não é só o homem e não apenas a mulher foi feita a imagem de Deus, mas ambos. O homem e a mulher foram feitos à imagem e semelhança de Deus, o que os coloca em certo grau igualdade. Um quinto fato no significado da “imagem de Deus” é que ela é transmitida às sucessivas gerações. A imagem foi passada de modo natural pelo homem. Este recebeu poder de Deus para reproduzir-se, na íntegra, logo a imagem também foi transmitida. Alguns comentaristas entendem que esta foi enfraquecendo-se com o passar dos anos, o que explicaria a queda da expectativa de vida do ser humano. Quem compartilha este pensamento é G. Henton Davies. Para Karl Barth a transmissão não é obra do homem pois este é físico, a imagem é transmitida pela graça de Deus. Já Claus Westerman acredita que é algo dado ao ser humano pelo próprio fato de sua existência. Não sabemos de fato como a imagem de Deus é transmitida, mas sabemos que ela é. É ela que nos torna humanos, e não apenas animais. O sexto fator é o fato de que a vida humana é “sagrada”. Por ser a imagem de Deus a vida humana ganha grande importância e graças a imagem de Deus torna-se sagrada. D. J. A. Clines conclui que na verdade o homem é o representante de Deus no mundo criado. Isso quer dizer que somos administradores da criação de Deus.A definição de imagem e semelhança de Deus é muito importante para nossa teologia do Antigo Testamento. Para Irineu refere-se imagem à liberdade e racionalidade, a semelhança nos remete a autodeterminação. Poderíamos pensar que se o homem não fosse a imagem de Deus sua vida não teria propósito. Mas isso nunca passou pela “cabeça de Deus”, pois se Deus tivesse criado o homem diferente Dele Ele seria egoísta, pecaria, pois rejeitaria a si mesmo. Apesar de ter pecado o homem não perdeu a imagem de Deus, isso é o que nos diz o AT e o NT. Lutero e Calvino diziam que um resquício da imagem permanecia. Ela teria sido danificada, mas não destruída, desfigurada mas não apagada. O pecado ofuscou a imagem, mas ela ainda está lá, existe, e quando o indivíduo reconhece seu estado precário de pecado, recebe Jesus como seu Salvador, a imagem começa ser melhorada pela atuação do Espírito Santo. Os homens são semelhantes a Deus, os únicos na criação. Não somos divinos, mas somos semelhantes a Deus. Nós o representamos, exercemos parcialmente seu poder sobre a terra. Somos responsáveis pelo modo como agimos diante Dele e de uns dos outros. O ser humano é também um ser social, ele foi criado como um ser social e para ser um ser social. Vemos no primeiro texto que fala da criação que o homem e a mulher foram criados ao mesmo tempo. A raça humana consiste em homem e mulher. O que nos leva entender que Deus criou um para o outro. Logo, vemos o relacionamento entre os seres humanos como algo extremamente estreito. Deus nos criou para o relacionamento. O homem não foi criado só: Não é bom que o homem viva sozinho. Vou fazer alguém como se fosse sua outra metade (Gn 2.18). Deus criou a auxiliadora. Correspondente a, auxiliadora que fosse idônea.A relação entre Adão e Eva descreve a relação entre Javé e Israel. Na relação social temos então a dependência de uns dos outros. No casamento e família vemos que Deus abençoou o ser humano com poder de reprodução. Deus é a favor da família. Alguns casos, como o de Jeremias, Deus requereu o celibato, mas com nenhuma intenção de que este traria mais pureza ao indivíduo. Esta idéia de celibato traz pureza é totalmente oposta ao AT. Para Sansão, o propósito do casamento não era necessariamente formar família e gerar filhos, mas uma oportunidade de Deus julgar os filisteus. O casamento é tão abençoado por Deus que a Bíblia diz que os filhos são presentes de Deus. Um ponto que merece nosso destaque é a descrição de Gênesis onde o homem deixaria a casa de seu pai e se uniria a sua mulher, ou seja, nada de morar sozinho, da casa do pai direto para o lar de família, pois Deus ama e tem propósitos de alegrias para a família. Contudo, este sistema é estranho a prática patriarcal onde a mulher é quem saia da casa de seus pais. As esposas eram simples propriedades. Alguns comentaristas como Wright rebatem dizendo que a esposa não era propriedade do marido, mas também não tinham uma posição legal independente. Tendo em vista que Deus deseja que o homem viva socialmente vemos também que o individualismo faz parte junto à personalidade da vida corporativa do ser humano. Cada pessoa era um ser social, mas ao mesmo tempo um indivíduo e um membro de uma família. O indivíduo tinha uma existência real dentro da tribo, mas fora dela não era nada, uma pessoa sem direitos. O orador de Salmos nos mostra como uma só pessoa pode representar todo o povo, o orador está na primeira pessoa, mas representa todo o Israel. Alguns termos hebraicos estão relacionados à unidade da sociedade: Família, Tribo, Estado, Reino e Monarquia. Todos estes nos mostra o desenvolver da história, da política e da sociedade de Israel. O ser humano é também um ser unitário. Os humanos são seres integrais. Sua natureza segundo Platão corresponde à razão, parte imortal, e a sensualidade, que é mortal. A natureza humana é uma unidade não uma diversidade.As palavras hebraicas nos ajudam a interpretar as Escrituras. Adam “ser humano” no significado de vermelho (aparece 562 vezes), ‘ish “homem” no sentido de marido (aparece 2.160 vezes) , ‘enôsh “ser humano” como fraco e mortal (aparece 42 vezes), geber “homem” como forte e valente (65 vezes) e mat “homens”. Quanto a aspectos básicos temos: basar “carne”, rûah “vento ou espírito”, nepesh “vida ou alma” e lêb “coração”.Basar, a carne é a parte visível do homem, o físico. A carne liga o ser humano ao mundo animal, não ao divino. No AT é fraca, mas não a base do pecado. O hebraico não tem nenhuma palavra que significa corpo.Rûah “vento ou espírito” é o princípio vital no ser humano. É misterioso e invisível. É imortal. Nepesh “vida ou alma” , é relacionada com o pescoço ou garganta. É usada como respiração indicando vida e vitalidade. No sentido psíquico é amar, odiar e enfraquecer. Esta pode morrer Lev 21.11.Lêb “coração”, transmite o ser em sua totalidade. Dele vem todos os desgínios. O homem está condicionado no pecado como todo seu ser. Precisaria de uma redenção tanto no físico como nos psíquicos. A vida após a morte incluirá corpo e alma ressurretos.
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