Como surgiu o homem
No evolucionismo, o homem se originou a partir de uma série de mudanças na sua estrutura. Seria ele apenas o fruto final da vida que começou na menor partícula como matéria até chegar a complexidade de um corpo humano. Alguns pontos desta evolução precisa ser detalhadamente estudado.
a) A seleção natural
Na seleção natural, o organismo se desprende de partes do corpo que seriam desnecessárias. É como se o homem antigo tivesse órgãos ou qualquer outro parte do corpo que para ele foi necessário, mas o passar do tempo mostrou-se irrelevante. Assim, o próprio organismo seleciona o que precisa e descarta o que não precisa.
É nesta seleção natural que é explicado que alguns órgãos não são tão importantes hoje. Mostra que todos os órgãos passaram por uma melhoria até chegar onde conhecemos hoje. Em contrapartida, ao observar a seleção natural se pode ver três grandes obstáculos:
1. Só uma mente é capaz de selecionar;
2. Já acontecia na matéria inanimada;
3. A mesma inteligência que atua na matéria inanimada atua na biológica.
b) As mutações
Existe uma grande diferença entre mutação e seleção natural. As mutações são sempre prejudiciais a sobrevivência da espécie, exceto a anemia falsiforme, que deixa o indivíduo imune a malária. Sobre mutação, nenhum exemplo é mais usado do que o das mariposas na Inglaterra, onde em um tempo as mariposas eram brancas, e a partir da industrialização que levou a uma poluição, as mariposas mudaram sua cor para manter-se imune aos predadores. Porém, as mariposas de 1850 na Inglaterra é uma grande falta de conhecimento. Nesta data as mariposas eram brancas, um século depois eram escuras, o que ocorreu foi a mudança de ambiente que contribui para a caracterização delas para os predadores. Os livros de ciências mostra duas mariposas, cinza clara e cinza escura. Elas teriam evoluído para que sua cor protegesse-as dos predadores. O grande problema é que as mariposas não pousam em troncos de árvores.
Não há fósseis indiscutíveis na camada cambriana. Depois, de repente, fósseis de seis bilhões de animais complexos aparecem na camada Cambriana. Se a mutação fosse verdadeira, deveria haver muitos fósseis, visto que a evolução levaria milhões de anos.
Sobre as mutações, muitas controvérsias vêem à tona. Uma das teses contrárias mostra que qualquer mudança genética provocada numa estrutura para torná-la mais complexa, acaba por destruí-la cedo ou tarde, a mutação, sempre representa um aumento na desordem, geralmente os mutantes são estéreis e menos capazes de adaptar-se ao meio. Outro fator que coloca em xeque as mutações é o DNA, pois este não tolera mudanças, a menos que seja afetada por um acidente externo, como a radiação.
As mutações se complicam quando tenta explicar como aconteceu a mudança no olho. Não seria possível um ser sobreviver sem ele. Darwin declarou no livro Origem das Espécies: “parece impossível ou absurdo, reconheço-o, supor que a evolução pudesse formar a visão”. [1] Se não há mudanças no DNA, não há mudança na espécie e se não há mudança nas espécies não há evolução das espécies.
Claro é que existe alguma similaridade entre todas as espécies. Talvez porque tenham sua origem em mesmos elementos naturais e um mesmo projetista. Muito cômica é a comparação do homem com os chimpanzés, porque o rato, por exemplo, tem mais semelhança com o homem do que o tal, por isso são eles experimentados em testes laboratoriais. De acordo com estudos de genes, 80% dos genes dos camundongos são equivalentes ao do Homo sapiens.
Sharon Moalem, neurogeneticista da Universidade de Toronto, em seu livro “A sobrevivência dos mais doentes”, questiona o fato de alguns genes terem sido mantidos pela seleção natural. Na medida em que os homens foram atravessando períodos climáticos, mecanismos surgiram para protegê-lo. Algumas doenças que hoje os afligem, já salvaram suas vidas no passado. Resolve o problema de uma geração e prejudica a outra. Ele declara: “A evolução é surpreendente, mas não é perfeita. Em praticamente todas as adaptações há concessões”. [2] Não há benefício na seleção natural e nem nas mutações.
c) A geologia
Cientistas evolucionistas usam algumas supostas provas geológicas para explicar como a vida chegou até aqui. Porém, a geologia é certamente o inimigo mais aterrorizador do evolucionismo. Certa ocasião Charles Darwin declarou que “a geologia não revela qualquer cadeia orgânica assim finamente graduada, e esta talvez seja a objeção mais óbvia e grave que pode ser levantada contra a minha teoria”. [3] É muito curioso o fato de uma teoria científica não se pautar por provas claras.
d) Supostas provas
O cientista Stanley Miller, em 1953 tentou provar a origem espontânea da vida. Em um aparelho de vidro ele colocou metano, amônia, água e hidrogênio. Uma energia liberada fez com que vários compostos simples fossem gerados, entre eles o aminoácido. Chegaram à conclusão que um raio pode ter dado início ao processo evolutivo. Todavia, Miller cometeu um grande erro ao não usar o oxigênio, visto que este elemento é encontrado nas rochas pré-cambrianas. Se Miller tivesse usado oxigênio, jamais iria conseguir o resultado adquirido, além do fato de que é necessário vinte aminoácidos para formar a célula chave para a vida, o que ele não conseguiu. A ciência é limitada para responder sobre a origem do homem. Champlin diz: “Não devemos esperar solucionar o problema da criação somente através da ciência”. [4]
1.2.4. Onde surgiu o homem
No princípio a ciência admitia que o homem mesmo surgisse na mesopotâmia. Com o passar dos anos chegou-se a concluir que na verdade a África é a grande mãe da humanidade. Muitas idéias ainda existem tentando explicar o lugar que deu origem ao homem.
Em 1856 em Neander, Johan Fuhrott, um naturalista da região encontrou um conjunto de ossos que iria mais tarde servir de base para novos conceitos no mundo científico. Para ele, não passava de um Urso, mas após o exame mais apurado detectou que era um homem, o homem Neanderthal. Depois da descoberta ele a mostrou a Herman Schaafhausen. Nascia ali a paleoantropologia. Depois de mais de um século e meio de estudos, a teoria mais aceita é o modelo “out-ok-africa” (fora da África em Inglês). A revista Galileu traz uma nota.
Ela diz que os primeiros antepassados do homem (ou hominídeo) surgiram na África. Alguns se espalharam pela Eurásia há cerca de 1,8 milhão de anos, mas os que ficaram no continente deram origem ao Homo sapiens, há pelo menos 100 mil anos. A seguir, também o Homo sapiens migrou para o velho mundo substituindo as populações de hominídeos mais primitivas que ainda existiam.[5]
De acordo com a evolução, o Homo sapiens teria sido originado na África cerca de 100 mil anos. Foi o que a pesquisa com mitocôndrias detectou em 1980. Em 2005, com um estudo mais aprofundado observou três grandes migrações para fora da África, a primeira há 1,9 milhão de anos, a segunda há 700 mil e a terceira há 100 mil. O autor desta pesquisa, Alan Templeton declarou: “Minha pesquisa mostra que já na segunda migração houve cruzamento entre hominídeos que vinham da África e as populações que eles encontravam na Ásia e na Europa”. [6]
Hoje, a ciência detalha cada lugar para os ancestrais. O Homo Sapiens veio direto da África e superaram todos os demais, que ainda viviam em outras regiões do planeta. O homem teria surgido após o entrelace entre elas. Uma espécie cruzando com outra espécie. O contato sexual entre Homo sapiens e hominídeos arcaicos convencionou-se chamar “hibridização”. Segue uma tabela
|
SER |
Homo Habilis |
Homo Erectus |
Homo Neanderthalensis |
Homo Sapiens |
|
IDADE |
Há 2 milhões |
1,8 milhão |
35 mil |
200 mil |
|
CAPACIDADE |
750 cm3 |
1250 cm3 |
1750cm3 |
1800cm3 |
[1] MELO, Edino. Op. Cit., p. 33.
[2] TUFFANI, Maurício (Ed). Ed. 191. Op. Cit., p. 17.
[3] MELO, Edino. Loc. Cit..
[4] CHAMPLIN, Russell Norman & BENTES, João Marques. Vol. I. Op. Cit., p. 954.
[5] TUFFANI, Maurício (Ed). Ed. 182, Op. Cit., p. 41.
[6] TUFFANI, Maurício (Ed). Ed. 182, Op. Cit., p. 42.
Sindicação
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