1.2. Evolucionismo
O evolucionismo é junto com o criacionismo uma das teorias mais respeitadas no assunto da origem do homem. O evolucionismo contrapõe basicamente o criacionismo em vários aspectos. O estudar desta teoria é de suma importância para que deseja desvendar o mistério da origem do homem.
1.2.1. Origem
O evolucionismo surgiu na antigüidade grega, passou por Lamarque no início do século XIX e foi estabelecida por Charles Darwin. Este nasceu em 1809 na cidade de Shrewsbury, na Inglaterra. Foi educado em Cambridge e trabalhou como naturalista. Em 1831 fez uma viagem nas ilhas dos oceanos Atlânticos e Pacíficos. Desta viagem ele formulou algumas idéias sobre a “Origem das Espécies”, que veio a ser seu principal livro. Todavia, não foi apenas a viagem que o levou a escrever a obra, inspirou-se também no livro de Malthus, “Essay on Population”, que leu em 1838. Sabendo que Alfred Russell Wallace havia desenvolvido sua própria teoria da seleção natural, Darwin se apressou em apresentar sua tese. Em 24 de novembro de 1859 apareceu “A Origem das Espécies”, o livro que sacudiu o mundo com seus conceitos. Esta foi a contribuição de Darwin para a humanidade. Alguns pensam que ele negou suas teses no final da vida. Darwin faleceu em 1882.
Em entrevista a revista Galileu, Bem Sangari afirma, “graças a ele sabemos muito mais respostas sobre quem somos e de onde viemos”. [1] O evolucionismo se valoriza informando que as maiores respostas da humanidade foi produzida pelo próprio homem.
1.2.2. A evolução
No dia 27 de setembro de 1831 Darwin embarcou no Beagle, uma embarcação de 27 metros de comprimento por 7,5 de largura, numa expedição naturalista mundo afora. Na ilha de Galápagos e com um exemplar da Bíblia na mão, Darwin conseguiu com suas observações formular uma teoria sobre a origem da vida.
A evolução já era um conceito dos filósofos pré-socráticos. A pesquisa de Darwin foi apenas a gota d’água para o eminente debate. É importante observar que as idéias de Darwin são no mínimo ultrapassadas, pelo menos para os dias de hoje.
Tudo indica que o evolucionismo de hoje é diferente das teorias darwinianas. Darwin declara mais tarde que os homens fizeram dela uma religião. Talvez seja por isso o conflito com a religião. Segue a tabela dos países que mais e menos aceitam a idéias de Darwin. Assim, observa-se seu desenvolvimento como sociedade:
|
PAÍS |
Islândia |
França |
China |
Grécia |
EUA |
Turquia |
|
% |
85 |
80 |
68 |
55 |
40 |
28 |
a) Definição de evolucionismo
Evolucionismo vem notadamente do conceito evolução que afirma que a vida humana ocorreu de uma evolução gradual, usualmente do simples ao complexo. Na Ciência existem três definições sobre os conceitos: hipótese (opnião aprimorada), teoria (hipótese submetida a investigações e teste completos e contínuos) e lei (testes constantes universais). Para Boyer a Evolução não é nem uma teoria, na verdade não passa de uma hipótese. Este refere-se a Evolução definida por Lê Conte: Uma mutação contínua e progressiva, de conformidade com certas leis, por meio de forças resistentes.
Abou-Rahme também faz sua definição sobre a hipótese da Evolução
Todas as coisas vivas surgiram por um processo evolucionário materialista e naturalista de uma única fonte, que por sua vez surgiu através de um processo semelhante a partir de um mundo morto e inanimado. É também conhecida como a teoria molécula-ao-homem. [2]
Darwin ao afirma que “somos todos primatas” baseava-se no fato de que os macacos compartilham 98,5% dos mesmos cromossomos dos homens. Sem o 100% não temos nenhuma prova. Sem prova não temos ciência, temos uma crença. A falta de provas da teoria da evolução está mais ligada à religião do que ciência, ou seja, o evolucionismo é uma religião.
Edino Melo menciona Gertrude Himmelfard quando fez menção das palavras de Darwin. Darwin reconhece em 1863 outras falhas de sua teoria:
Quando nos detemos para analisar os pormenores, podemos provar que espécie alguma mudou; ... nem conseguimos provar que houve supostas mudanças tenham sido benéficas, pois este é o fundamento da teoria. Não podemos sequer explicar porque certas espécies se transformaram e outras não. [3]
Quando o evolucionismo diz que uma espécie se transformou em outra, muitas pessoas surgem contrariando tal afirmação. Champlin declara que “a transformação gradual da população de uma espécie em outra é apenas uma hipótese biológica, e não um fato biológico”. [4]
b) Fundamentos da evolução
Observando a natureza vemos claramente que a complexidade está em todos os lugares, até mesmo nos organismos mais simples. Admitir que exista uma vida não complexa é um absurdo. A perfeição da natureza e a maneira como esta se governa leva ao Criador, não a evolução.
Porém, muitas são ainda as observações tidas como bases do evolucionismo. Podemos listar alguns fundamentos da evolução que segue:
- As espécies das coisas vivas são mutáveis e intercambiáveis;
- A maioria das espécies é capaz de uma multiplicação, em breve, tornará a terra um lugar impossível de ser habitado;
- A multiplicação é impedida a competição entre as espécies e no seio de cada espécie;
- A herança genética é o meio pelo qual as variações são obtidas;
- A seleção natural faz com que novas espécies aparecem através da busca da sobrevivência;
- A matéria inanimada foi a fonte da primeira célula viva produzida por processos químicos. Champlin declara.
Que isso pode suceder tem sido demonstrado em muitos laboratórios ao redor do mundo. Mediante as reações químicas, o homem tem sido capaz de produzir mui primitivas formas de vida, capazes de reproduzir-se. [5]
c) Os Conceitos dos filósofos
Para Platão o que na verdade aconteceu foi uma involução, dos universais ao mundo físico. Em oposição a esta idéia, Mac Taggart pensou que a evolução foi tão perfeita que ela criou a alma para sobreviver a morte. Para ele, existem varias formas de evolução, biológica, social e etc. Já Aristóteles admitia a evolução, porém dentro da espécie. O estoicismo pensava que o mundo veio e voltará ao fogo. Os Epicureus criam na teoria dos atomistas, aonde, toda vida veio de um único átomo. Scheilling pensava na evolução por meio de um poder vital.
Outros como Herder e Comte observavam a evolução social, e a científica seria apenas um desdobramento. Charles Peicer admitia que até as leis da natureza estão evoluindo. W. G. Sumner aplicava a idéia de Darwin da sobrevivência dos mais aptos à questões de economia. Para Kroptkin, a sobrevivência dos mais aptos deve envolver o princípio de ajuda mútua. Os eruditos pragmáticos pensavam que o processo evolutivo está dentro da ética naturalista.
Diante de todos estes conceitos não se pode esquecer que as idéias de Darwin explicavam apenas a origem do homem biológico. Tendo em vista que o homem não é só corpo, não é só matéria, concluímos que o evolucionismo não aborda o homem real. Para Champlin, nem o Pentateuco aborda tal assunto, devido à inexistência de uma teoria da alma. O debate de ambas está sobre o corpo humano. Aceitar a evolução é admitir que a vida possa surgir através de meras reações químicas.
d) A evolução e as Leis
A teoria da evolução não pode se enquadrar como verdade porque desobedece algumas Leis. A Lei da Causa e do Efeito, que diz que o efeito será sempre menor que a causa. A Lei da Conservação da energia é também desobedecida, que diz que a energia não pode ser criada nem destruída, apenas transformada, ou seja, a quantidade total de energia é sempre a mesma, o que pode acontecer é a energia ser transformada em formas diferentes. Para haver evolução deveria primeiro haver a expansão da energia, o que é impossível.
A segunda Lei da Termodinâmica é também esquecida, pois prova que o último estado é pior que o primeiro, a vida está em declínio, não evoluindo. A teoria de Darwin desobedece a Lei da Biogênese, proposta por Louis Pasteur, que diz que a vida somente vem de vida. A probabilidade também nos mostra que para se obter a combinação correta de moléculas para formar uma célula é de 1:10450. Abu Rhame cita um famoso professor evolucionista de astronomia na Universidade de Cambridge, Sir Fred Hoyle, que ficou famoso ao escrever o artigo “É necessário que exista um Deus”, no jornal London Daily Express de 14 de agosto de 1981:
Crer que a vida pudesse resultar do acaso era semelhante à crer que um tornado passando por um depósito de ferro velho pudesse montar um Boeing 747 com os materiais ali encontrados. É necessário que haja um Deus. [6]
Leis da Termodinâmica.
1. A energia não está sendo criada nem destruída;
2. Todo sistema físico, deixado a sós, tende a tornar-se desordenado e caótico;
3. A ordem máxima em zero absoluto (-273º C) adicionando a energia bruta reduz a ordem.
Abou-Rhame faz outra citação importante sobre o assunto. Desta vez é o físico britânico Linpson, num artigo publicado Physics Bulletin em maio de 1980, entitulado, “Um físico examina a Evolução”:
Eu acho, entretanto, que devemos ir além disto e admitir que a única explicação aceitável é a Criação... eu sei que isto é anátema para os físicos, como também é para mim... mas não devemos rejeitar uma teoria da qual não gostamos se a evidência experimental a apóia. [7]
e) A recapitulação embrionária
Os principais argumentos da evolução segue: a hipótese da recapitulação embrionária, os fósseis, a anatomia comparada, a destruição geográfica e variações e mutações. A idéia da recapitulação embrionária foi proposta por Ernest Heinrich Haeckel. Teria já caído por terra esta teoria segundo Dr. Jane Oppenheimer, do Bryn Mawr College:
Há certo número de embriologistas que atualmente põe em dúvida se os ataques contra a teoria da recapitulação embrionária são realmente necessários. Pois certamente há certo número de compêndios recentes que, apesar de continuarem descrevendo essa doutrina, ao mesmo tempo a refutam, e tem diminuído sensivelmente o número daqueles que a consideram viável. [8]
f) Os fósseis
Os fósseis também não são confiáveis. Não há nenhum que comprove a Evolução, o que é um grande absurdo, pois se ocorreu a Evolução, esta deveria ter levado muito tempo. Cada pedaço da Evolução deveria ter seu fóssil correspondente.
O professor Le Conte, da Universidade da Califórnia nos EUA emitiu a seguinte opinião: A evidência que hoje possuímos, com base na geologia, é de que as espécies animais vieram a existência de forma súbita e completamente perfeitas.
A anatomia comparada diz que as semelhanças entre alguns músculos, ossos e órgãos dos animais com os homens dão a entender que são parentes entre si. O Dr. Austin H. Clark fez a seguinte declaração.
No que tange aos grupos de animais superiores, os criacionistas parecem estar com o argumento certo. Porque não há a mínima evidência de que qualquer dos grupos principais de animais tenham se originado de outro. Cada um é um complexo animal todo especial, razoavelmente relacionado com todo o restante, destaca-se, portanto, como uma criação distinta e especial. [9]
Para Champlin a mudança de pólos pode perfeitamente misturar os fósseis novos com os fósseis antigos, ele observa que há fósseis datados de bilhões de anos.
Fósseis antiqüíssimos de microorganismo unicelulares têm sido encontrados nas praias do lago superior, em Ontário, em rochas de época pré-cambriana, e tem sido datados pelo método da radioatividade, em quase dois bilhões de anos de antiguidade. [10]
g) O elo perdido
O “elo encontrado”. Foi o título da matéria na revista Galileu falando sobre a nova descoberta. A descoberta aconteceu no nordeste da Etiópia, na região de Gawin. O crânio tinha entre 600 mil 200 mil anos de idade. Ele seria o elo que liga o “Homo sapiens que surgiu a 200 mil anos, e o Homo erectus que viveu entre 1,9 e 0,8 milhão de anos e foi o primeiro hominídeo a se aventurar fora do seu continente natal, chegando até a Ásia”. [11] Outro crânio de hominídeo de 3,3 milhões de anos foi também encontrado na Etiópia. Uma fêmea de 3 anos de espécie, Australopithecus afarensis. Vários ossos do corpo estavam em perfeito estado e havia a possibilidade de que era capaz de andar ereto. Todas estas “provas” são apenas o primeiro passo da grande jornada da arqueologia.
Algumas supostas provam do elo perdido surgiram para validar a teoria da evolução, mas sem nenhum resultado. O homem de Java tinha sua teoria baseada em 3 dentes, um osso da perna e parte de um crânio. Antes de morrer, seu descobridor Dubois, confessou admitiu que a teoria fosse um logro e o crânio era de um macaco. O homem de Nebraska tinha sua teoria baseada em um único dente. Anos mais tarde foi descoberto que o dente era de um porco. O homem de Piltdown apenas dois dentes e um pedaço do maxilar era a prova da teoria. Depois de 40 anos no museu britânico ficou comprovado ser um embuste. O homem de Peking tinha suas provas semelhantes ao de Piltdown, suas provas, contudo, simplesmente desapareceram. Já o homem de Neanderthal baseava-se num crânio. A cavidade craniana era maior de um homem moderno, o crânio era de um macaco. Lucy a mulher-macaco baseavam-se sua teoria sobre alguns ossos. Os entendidos constataram que foi feito de gesso.
No dia 15 de janeiro de 1992 a revista “Isto é” publicou a nota: O Conto do Homem Pré-Histórico. A reportagem falava de um corpo na montanha de Tirol em setembro de 1991 identificado como o mais antigo homem pré-histórico da Europa. “Pré-Histórico nada. O corpo é do meu pai que foi pescar no início dos anos 70, se perdeu, e jamais voltou” [12], garantiu uma suíça em carta publicada no diário “La Suísse” de Genebra. A imprensa divulgou apenas uma nota. Parece que há uma grande conspiração a favor do evolucionismo. Esta, está disposta a fazer de tudo para sobrepor o evolucionismo à ciência.
[1] TUFFANI, Maurício (Ed). Galileu. Ed. 190. Rio de Janeiro: Editora Globo, 2007, p. 13.
[2] ABOU-RAHME, Farid. Op. Cit., p. 33.
[3] CHARLES, Darwin. In: MELO, Edino. Op. Cit., p. 8.
[4] CHAMPLIN, Russell Norman & BENTES, João Marques. Vol. II. Op. Cit., p. 611.
[5] CHAMPLIN, Russell Norman. BENTES, João Marques. Vol. II. Op. Cit., p. 16.
[6] HOYLE, Fred. In: ABOU-RAHME, Farid. Op. Cit., p. 44.
[7] LIMPSOM. In: ABOU-RAHME, Farid. Op. Cit., p. 45.
[8] OPPENHEIMER, Jane. In: BOYER, Orlando. Pequena Enciclopédia Bíblica. 2 Ed. São Paulo: Editora Vida, 2006, p. 702.
[9] CLARK, Autin H. In: ABOU-RAHME, Farid. Op. Cit., p. 55.
[10] CHAMPLIN, Russell Norman. BENTES, João Marques. Vol. I. Op. Cit., p. 358.
[11] TUFFANI, Maurício (Ed). Ed. 178. Op. Cit., p. 15.
[12] MELO, Edino. Op. Cit., p. 26.
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