Thiago Soares da Rocha

CRIACIONISMO - PARTE 3
29 Nov 2010 - 18:51:26
Como surgiu o homem?

Para sabermos sobre o surgimento do homem temos que considerar o surgimento do Universo e do planeta Terra. De acordo com o judaísmo o homem está na terra a aproximadamente 6.111 anos, a terra existe a quase 10.000 anos e o Universo a mais um pouco. Dois séculos atrás se perguntássemos qualquer pessoa sobre quanto tempo o planeta existe a resposta seria unânime, menos de 10.000 anos. Depois que a teoria da Evolução veio à tona, esta informação ficou insegura. 
Champlin diferencia a criação doutras coisas e a criação do homem: “O homem foi criado por Deus por um ato especial e imediato”. 


  Há quem pense que Deus criou o homem através do processo evolutivo, e quando este chegou a certa idade, o Senhor soprou em suas narinas o Seu Espírito e este se tornou alma vivente, ser racional. Kidner comenta a raça pré-adâmica.

Segundo esta maneira de ver, Adão, o primeiro homem, deve ter tido como seus contemporâneos muitas criaturas de relativa inteligência, espalhadas por toda a face da terra. Poder-se-ia conjecturar que estas estiveram fadadas a desaparecer, como os de Neanderthal (se é que isso aconteceu), ou a perecer no dilúvio, deixando os descendentes diretos de Adão, por meio de Noé, dominando sós. 



a) Qual a idade da terra?

Muito forte é também a teoria que fala da idade do universo com milhões de anos. A astronomia, por exemplo, nos mostra que a luz das galáxias que chega até nós hoje, foi transmitida a, pelo menos, dezesseis milhões de anos. Logo, o Universo já deveria existir, no mínimo nesta época. Mais a frente é discutido a relação do universo. Foca-se aqui a idade da terra.

 Os métodos usados pelos evolucionistas para datar a Terra são os chamados radiométricos. Estes métodos contêm problemas científicos porque são baseados em suposições. Para os evolucionistas a terra tem 4,5 bilhões de anos. Para datar, por exemplo, rochas mais velhas usam-se os sistemas urânio-tório-chumbo e potássio-argônio. Para amostras mais novas usa-se o carbono 14. Estas provas são submetidas à radiação e pela velocidade de desintegração do elemento que se transformará em outro, calculam a idade da rocha. Todavia, pesquisas modernas mostram que a velocidade da desintegração não são constantes, a suposição que um elemento vem do outro também não pode ser considerada uma regra. Uma rocha vulcânica conhecida da idade de 200 anos aplicada ao sistema potássio-argônico indicou sua idade variando de 22 a 200 milhões de anos.
Outro método de datação é o do Urânio, todavia este não é confiável. Alguns cientistas obtiveram a data de 169 milhões de anos e 3 bilhões para um escoamento no Havaí que ocorreram a menos de 200 anos. 
O Carbono 14 não é muito indicado, pois não contêm equilíbrio. A argamassa do Castelo de Oxford, na Inglaterra, teria a idade de 7.370 anos se não tivesse sido construído há 802 anos. Um caracol vivo submetido ao teste datou-se 27.000 anos de idade. A partir das medidas do estado de equilíbrio do C 14, os cientistas puderam calcular um limite máximo aproximado para a idade da atmosfera, e descobriu-se uma idade de 10.000 anos. Se a terra não pode ser mais velha que sua atmosfera fica claro que esta tem idade inferior àquela. 
Todas as civilizações datam 6.000 anos suas existências A população atual também confirma, cerca de 6,5 bilhões de pessoas. Feito cálculos numéricos começando com as pessoas da Arca de Noé, e cada casal tendo 2,5 filhos em média, menor que a média atual, chegaríamos perfeitamente no número que temos hoje. Se o homem estivesse sobre a face da terra a milhões de anos, não caberíamos sobre esta. Outros métodos que comprovam a idade da Terra inferior a 10.000 anos são: Eflúvio de Hélio para a atmosfera, Desintegração do Carbono 14 em madeira pré-cambriana, crescimento de recifes de corais ativos, desintegração de cometas em curto prazo, formação de deltas fluviais, influxo de níquel, silício, chumbo, alumínio, cromo, manganês outros elementos aos oceanos através dos rios. 
Muitos questionam, “se a terra é nova porque estaria nos seus últimos dias e sofrendo com sua degeneração?”. Embora nova tudo indica que está cansada. Uma arma bíblica encontramos no estudo fidedigno de Gênesis. Kidner associa.

Os primeiros sinais conhecidos da vida pastoril e agrícola e, mais tarde, do emprego de metais, são mais recentes, aparecendo no Oriente Próximo, com evidências atuais, em algum ponto entre o oitavo e o quinto milênios a.C., no máximo. 



b) Existem teorias sobre a origem do homem dentro do criacionismo?

Antes da Teoria da Evolução ganhar espaço, a Criação era inquestionada. O relato de gênesis era literal. Algumas teorias foram criadas para atender as duas Teorias sobre Origem do homem:
• Teoria do Dia-Era – Cada dia teria um tempo indeterminado, milhões ou bilhões de anos. O dia seria uma era geológica. A conciliação é inviável, por vários motivos: vida vegetal primeiro em Gênesis e na Evolução mais tarde, peixes e aves no mesmo dia e na Evolução as aves surgiram dos répteis que surgiram dos peixes, o Sol foi criado no 4º dia, mas na Evolução teria sido o primeiro, o homem coexistiu ao dar o nome a todas as criaturas, mas na Evolução algumas espécies já haviam sido extintas. No hebraico a palavra “Yom” significava 1 dia de 24 horas (versículo 5), e o propósito de Moisés no descanso dão base para tal afirmação; 
• Teoria do Intervalo – iniciou-se com Thomas Chalmers (1780-1847), pregador e teólogo escocês. Mostra o intervalo entre o versículo 1 e 2 do Capítulo 1 de Gênesis. Este intervalo seria de tempo indeterminado. Corroborando com esta teoria, Champlin declara em sua teoria que mais de 400 cataclismas já aconteceram, Adão e Noé seriam os dois últimos. Alguns problemas esta teoria enfrenta: dinossauros viveram com os homens (Jó 40.15) e não foram extintos antes, a restos humanos na mesma camada de dinossauros e trilobitas; 

• Teoria da Evolução Teística – Deus criou a primeira célula e deixou que esta evoluísse até se tornar homem. Todas estas teorias não satisfazem os evolucionistas porque seu objetivo é banir Deus, e nem os criacionistas porque desqualifica Deus. 
• Teoria do Édem Somente – Deus teria criado em seis dias literais apenas o Édem. O resto da criação não seria descrita na Bíblia, exceto na referência vaga e geral de Gênesis 1.1;
• Teoria das Eras Concorrentes e Sobreimpostas – Deus está além do tempo, e criou tudo a seu tempo. Ele criou em tempos curtos e longos, não podendo definir dias literais ou eras;
• Teoria do Dia Revelador – Deus teria revelado a Moisés em seis dias literais, e não criado em seis dias literais;
• Teoria da Semana Dividida ou Simetria Dupla – Deus teria criado no primeiro dia paralelamente com o quarto, o segundo com o quinto e o terceiro com o sexto.

Para Champlin estas teorias embora tenham algumas verdades, são meros frutos da imaginação humana. Ele afirmou que “Elas são truques teológicos e filosóficos, embora tenham elementos obviamente verdadeiros”. 
Não podemos afirmar nada que não temos certeza. Algumas destas teorias são tremendas inverdades. Clive S. Lewis diz, “pode-se atribuir milagre a Deus, mas não o absurdo”. 

c) Onde surgiu o homem?

Segundo a Bíblia, o homem foi o último ser criado. Foi o último também a adquirir vida segundo a arqueologia. Esta, a arqueologia, com suas descobertas têm contribuído e confirmado os relatos bíblicos. Na verdade, suas descobertas nos ajudam a ver a Bíblia com mais clareza revelando verdades que por traz sustentam a revelação. Todavia, temos que entender que a arqueologia ganhou sua importância a partir de descobertas recentes, pois antigamente, pouco se sabia sobre a matéria. Merril F. Unger falando sobre a arqueologia revelou: “até o começo do século dezenove, muito pouco era conhecido a respeito dos tempos bíblicos”. 
Muitos se levantam questionando a veracidade do Antigo Testamento diante de várias objeções, mas para Unger, a “prova corolária de que o Velho Testamento é a revelação inspirada de Deus ao homem, é a sua preservação miraculosa através dos séculos”. 
Sobre a origem do homem a Bíblia ensina que surgiram no Édem, na região entre os rios Tigre e Eufrates, na chamada Mesopotâmia. Mas será que a arqueologia comprova tal afirmação?
Entre os anos de 1848 e 1876 aconteceu uma série de escavações em Nínive, antiga capital do Império Assírio. Algumas Tábuas cuja data de composição seria da época de Hamurabi (1728-1676 a.C.), relatavam o que a cultura da civilização mais antiga de que se tem notícia pensava sobre a origem do homem. 

Nestas Tábuas os relatos baseavam-se nas tradições dos sumérios. Na Tábua 1 é ralatado como surgiu o mundo. Unger relata.

Existia apenas um mundo formado de matéria viva incriada, personificada por dois seres mitológicos: Apsu (masculino), representando o Oceano primitivo de água doce, e Tiamate (feminina), o oceano primitivo de água salgada. 

  A descendência de deuses que Apsu e Timante tiveram tronou-se tão rebelde que Apsu decidiu matar eles. O grande deus “Ea” descobriu o plano e gerou Marduque, deus da cidade de Babilônia. Este matou Apsu, e, Tiamate, desejando vingança cria monstros terríveis. Nas Tábuas 2 e 3 fala sobre como Marduque foi escolhido por seu pai Ea para lutar contra a irada Tiamate. Na Tábua 4 Marduque é elevado à supremacia entre os deuses e prossegue para a batalha. Unger diz que “a derrota formal do caos, e a vitória da ordem” é a grande disputa. 
Com a derrota de Tiamate, Marduque usa a água que estava na metade de seu corpo e forma o céu. Sobre Apsu ele coloca o oceano de água doce que esta sobre a terra. O deus Anu ele colocou no céu, Enhil no ar e Ea no oceano debaixo da terra. “Na Tábua 5 Marduque estabelece as constelações e indica os dias, os meses do ano” diz Unger. Na Tábua 6 ocorre a criação do homem. 

Na assembléia dos deuses a culpa pela rebelião de Tiamate é colocada em Kingu, que é morto, Marduque cria o homem sangue derramado as artérias de Kingu. A Tábua 7 fala sobre como Marduque é promovido de principal deus da Babilônia para liderar o panteão. Nestas Tábuas estão inseridas a localização dos rios Tigres e Eufrates como local do relato sobre a origem do homem. Um fato curioso das duas narrativas é que ambas concordam no pensamento de que a vida eterna poderia ser obtida comendo-se de certa quantidade de comida ou fruto. Este é outro fator que as une. 
Este relato, Enuma Elish, que é o mais antigo encontrado no momento, se assemelha muito com o relato de Gênesis. Unger faz a seguinte comparação.

Ambas as narrativas reconhecem uma época em que a terra era sem forma e vazia. (...) Ambas as narrativas têm uma ordem semelhante de acontecimentos na criação: (...) iniciam com a existência do espírito divino, (...) narram o caos aquoso, (...) a criação do firmamento, (...) a terra seca, as iluminarias celestiais e o homem, (...) o descanso do Senhor também aparece no final. Ambas as narrativas mostram uma predileção pelo número sete: sete tábuas e sete dias, e conhecimento pelos querubins. 

  Embora seja clara as semelhanças entre estes relatos, não podemos descartar a diferenças entre elas que são também muito significativas. Por exemplo: no relato de Enuma elish o espírito divino e a matéria cósmica são coexistentes e co-eternos, diferente de Gênesis onde a matéria é criada. Unger alista: “Uma narrativa é intensamente politeísta, a outra extritamente monoteísta (...) Uma narrativa confunde espírito e matéria, a outra faz cuidadosa distinção entre estes dois conceitos”. 
As explicações sobre o paralelismo destes relatos variam mais um pouco. Unger nos dá as possibilidades.
• A narrativa do Gênesis proveio da tradição babilônica – “parece inconcebível que o Espírito Santo precisasse usar uma epopéia tão contaminada com a filosofia pagã como fonte de verdade espiritual”; 
• A narrativa Babilônica é proveniente do Gênesis – impossível, “Enuma elish antecede o Gênesis em quase quatro séculos”; 
• Essas tradições surgiram espontaneamente – não é explicação, pois se recusa a considerar os fatos;
• As duas narrativas provém de fonte comum – tendo em vista que os dois relatos são provenientes de uma mesma região é óbvio considerar que tiveram uma herança comum. As modificações ocorreram de acordo com cada religião e modo de pensar. Para Unger, “A narrativa do Gênesis é não apenas a mais pura, como também apresenta, em todos os pontos, a autenticação inequívoca da inspiração divina”. 
Sobre a originalidade e o significado do Gênesis Unger assevera.

Os onze primeiros capítulos de Gênesis, que tratam da criação do mundo, da vida primitiva do homem sobre a terra, do grande dilúvio e da vida pré-patriarcal após o dilúvio, contém material de antiguidade muito remota. Atualmente, está provado que grande parte deste material foi levado da Mesopotâmia pelos ancestrais dos hebreus. Pode também ser mostrado que tem autentico colorido local, e é inteiramente livre de analogias egípcias. Há umas poucas semelhanças cananitas, que no entanto são, quase todas, de natureza verbal, consistindo no emprego das mesmas palavras, ou de outras intimamente relacionadas. Por outro lado, há grande número de surpreendentes semelhanças babilônicas, embora não tão grandes como se tem propalado. 

  Geograficamente o Édem de Gênesis se localiza na terça parte mais oriental do Crescente Fértil, perto de Eridu, antigo Golfo Pérsico, segundo os dados dos rios: Giom, Pison, Tigres e Eufrates. Unger cita W. F. Albright falando sobre a pesquisa arqueológica sobre a origem do homem.

Desta forma, a pesquisa arqueológica tem estabelecido, sem sombra de dúvida, que não há centro de civilização, na terra, que possa nem de longe competir, em antiguidade e atividade, com a bacia do Mediterrânio Oriental e a região imediatamente ao leste dela, o Crescente Fértil. 

  Os relatos arqueológicos trazem mais luz para a interpretação do Gênesis. Unger declarou que “Em Gênesis, o homem é criado à imagem de um Deus santo. Mas os babilônios, como outros povos pagãos, especialmente os gregos e romanos, criaram seus deuses maus e bons, à imagem do homem”. Desta forma, admitir-se-ia na teologia antiga babilônica que o homem foi criado mau e não tornou-se mau, como acontece em Gênesis, que relata a queda do homem e o pecado original. Na verdade, elas são mais opostas do que parecem. 
Outro fator arqueológico que confirma as Escrituras é o começo da vida agrícola e urbana. Unger fala que “os homens estavam cultivando cevada e trigo ao mesmo tempo em que começaram a domesticar os animais”. O que fica claro em Gênesis 4, nos sacrifícios de Abel e Caim. E ainda.

As vilas mais antigas já descobertas situam-se na região norte da Mesopotâmia, em Tel Hassuna, ao sul da moderna Mossul, e em Nínive (o nível mais baixo), e em Tepe Gaura. Essas localidades pertencem à localidade Neolítica, cerca de 5.000 a.C. 

 Outra idade importante é a Calcolítica que foi de 4.500 a.C. a 3.000 a.C.. A Idade do Ferro foi de 1.200 a.C. a 300 a.C. 
Entre estas datas grandes descobertas foram feitas. Unger diz “Henri Frankfort, em escavações no Tel Asmar (a antiga Esmuna), escobriu evidências de uma lâmina de ferro, em um nível que datava cerca de 2.700 a.C.”. 
Kidner, porém vê uma enorme distância entre o Gênesis e as literaturas contemporâneas: “Das obras procedentes do antigo Oriente Próximo que conhecemos, nenhuma é, nem de longe, comparável, em escopo, ao livro de Gênesis”. A versão mais completa seria o Épico de Atrahasis que tem grande correlação aos oitos primeiros capítulos de Gênesis. 
Mesquita falando sobre a posição dos rios de Gênesis declara que “a possibilidade de Pisom ser identificado com o Kizil-Ermak, que desemboca no Mar Negro, é aceitável”. Logo, é claro a posição geográfica da origem do homem.
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