Thiago Soares da Rocha

AS MARCAS DA VERDADEIRA ALEGRIA!
29 Jan 2010 - 17:33:28

             I João não se enquadra como Epístola, mas apenas como um pequeno folheto com algumas simples e profunda advertência para a vida dos “amados”.            
Libertado da prisão de Patmos, João está agora na Ásia menor, mais precisamente na cidade de Éfeso, o ano é o 98 d.C. Alí, ele depara com um grande problema, a heresia de Cerinto e seus seguidores que saíram da Igreja formando uma oposição à Igreja.   
           
Para este “pseudo-cristão”, Cerinto, Jesus não era o Cristo. Para ele, Cristo se apossou do corpo de Jesus durante o batismo de João, e o deixou antes da crucificação. Cerinto argumentava que a matéria era má, e o divino não poderia ter nenhum contato com a mesma, pois é puro. Este tipo de pensamento levou a afirmar também que a criação da máteria não teve participação direta de Deus, mas emanações formanaram o universo. Deus não poderia tocar na matéria, pois era má. Este tipo de pensamento acabou se fixando na teologia cristã e no segundo século foi definida como gnosticismo, um teologia que pregava que o conhecimento de Deus era suficiente para ser salva. Desenvolvida, as teoria ganhou novas versões, como por exemplo, o docetismo. Nesta, Cristo jamais teria se feito carne. O corpo de Jesus Cristo não tinha a mesma natureza da humanidade. O pecado aqui é justificado, não confessado. O pecado do corpo não afeta a alma. Esta teologia barata influencia-nos até hoje, “O que o corpo faz, a alma perdoa”, Alexandre Pires. O pecado é apenas o resultado normal da natureza humana. Logo, não desagrada a Deus, não há necessidade de confissão e muito menos perdão. Embora eles concordem que o pecado causa no homem grande tristeza, a solução parece que não é Cristo. Quanto mais o indivíduo pecar, mais a alma desejará se libertar do corpo. Este é o grande segredo e a maior tristeza deste pensamento que posteriormente iria se firmar como gnosticismo.
           
Ao anular a União Hipostática de Jesus, a união entre as duas naturezas, eles acabaram negando o sacerdócio de Cristo para nós. Negando a encarnação, negam a regenareção. Muitos outros teólogos também não conseguiram se libertar desta filosofia. Ário, grande inimigo de Cristo e de Inácio de Antioquia, pregava que Cristo veio apenas em carne. Os docetas pensavam que Jesus veio só em Espírito. Apolinário pensava que Jesus tinha o corpo humano e a mente divina. Nestório acreditava que quando Jesus comia e dormia, era sua natureza carnal agindo, e quando expulsava demônios e curava era a natureza Divina. Eutiques pensava que as duas naturezas formavam uma terceira natureza. Todos estavam enganados porque Jesus foi 100% Deus e 100% homem. Ele era o Deus-homem. Para Langston o hífen nuca teve tão valor como nesta expressão. Jesus em todos os momentos, em todas as atitudes era Deus-homem. Isso o coloca como verdadeiro mediador entre nós e nosso Deus. Ele se fez carne para que pudéssemos nos tornar divinos. Ele se fez homem porque um homem deixou o pecado entrar no mundo. Um homem então terá que sofrer as consequências. Se o pecado entrou por um homem, por um homem terá que sair (Romanos 5.12-18). Jesus era também Deus, porque a iniciativa partiu de Deus. O homem não mandou nenhum e-mail aos céus pedindo um Salvador. Deus decidiu fazer isso por nós. Isso porque sendo Deus sabia as exigências do sacrifício a Deus. 
           
Esta heresia não era dos pagãos, mas de cristãos. Surgiu dentro da Igreja. Não basta conhecer a verdade, é necessário viver a verdade. Isto, os hereges não faziam. Pelo contrário pecavam e não se arrependia, terminando assim numa vida de amargura.
           
Dan Ariely, um professor de economia no Instituto de Tecnologia de Massachussetts, realizou alguns testes sobre o comportamento humano. Em uma das experiências, os participantes foram testados e receberam dinheiro a cada resposta correta. Entretanto, os participantes não sabiam que o professor não estava testando seus conhecimentos, e sim se iriam colar. Ele montou o teste de forma que os grupos pensassem que seria fácil colar.
Antes do teste, foi solicitado a um grupo que escrevesse o maior número dos Dez Mandamentos que pudessem lembrar. Para a surpresa do pesquisador, nenhuma pessoa deste grupo colou! Mas, em todos os outros grupos, na verdade, houve alguns participantes que coloram. Relembrar um padrão moral fez a diferença.           
A Bíblia nos mostra qual o melhor caminho a seguir. Nos mostra as marcas da vida com Deus e as marcas da alegria completa. 
                                                    
 
I.          
A MARCA DA FÉ! 
Deus não nos criou para vivermos amargurados. A alegria que podemos e devemos ter esta totalmente ligada ao grau de comunhão íntima que temos com Jesus, o Cristo. João começa a lembrar de sua experiância com Jesus, e mostra como isso encheu a sua vida de alegria. E que agora, ele queria passar esta experiância para que os Cristãos da Ásia tivessem sua alegria completa. Talvez a separação do grupo de Cerinto tenha causado grande dor no meio daquela Igreja. Mas João não olha para a heresia, ele olha  para os “filhinhos” que ali estavam. João neste primeiros versículos lembra que Jesus estava no princípio. Ele era, e é, a vida. Tudo que o homem precisa ele encontra em Cristo. Ele é o caminho para se achegar a Deus, pois foi único Deus-homem.O ponto chave de toda a questão é acreditar que Jesus é o Cristo e que o Cristo é Jesus. Jesus era o Deus-homem. O único capaz de nos livrar do mal e nos conduzir a Deus. Acreditar que o Salvador é Jesus é admitir que cometemos pecados de maneira consciente e que precisamos nos confessar a Deus. Acreditar que o Salvador é Jesus é firmar que o sofrimento não tem explicação, apenas um propósito.Conceber que Deus se fez carne é uma questão de fé. No judaísmo pensavasse que o Messias viria apenas para livrar Israel do sistema político, pois parecei que a necessidade deles era apenas material, ele desconsideravam a necessidade de uma intimidade com o Senhor. Não existe explicação do como aconteceu essa união das naturezas de Jesus, isso é contra todas as leis da natureza. Por isso é uma questão de fé. A alegria irá abundar em nossas vidas a partir do momento que concebermos que o Verbo da vida é a projeção da mente de Deus. Tudo estava no plano eterno de Deus. Ele não foi surpreendido. Crê que o Cristo prometido é Jesus irá fazer de você uma pessoas realmente feliz. Você não precisará mais tentar fazer algo para si, pois Ele será responsável pela sua salvação. Ele estará sempre contigo.Crê que Jesus é se limitou numa carne  é posicionar contra as heresias e anti-cristos. A matéria não é má. O homem não é só carne. Nenhum erro que o ser humano comete é justificável diante de Deus. Nossa natureza não está toda danificada. Ela foi manchada pelo pecado, mas resquício da Imagem de Deus ainda permanece e clama dentro de nós. O pecado nunca pode ser mais forte do que nosso desejo de glorificar a Deus.  A fé irá nos levar a uma vida de transbordante alegria. Devemos crer em Jesus como nosso Mestre, Salvador e Senhor. Esta crença não se limita ao compo intelectual, mas transforma nossa maneira de ver a vida. Cristo é nosso Mestre, irá nos ensinar a ter alegria que podemos ter em Deus. Esta é a verdadeira alegria. Ele é aquele que nos salva em nossa limitações. Ele tira o pecado. Ele nos leva a Deus. Ele satisfaz. Ele é o Senhor, por isso merece nossa obediência.Isso nos conforta, saber que temos o Senhor, a vida eterna. A fé é o meio pelo qual ganhamos o maravilhoso presente de Deus. As preocupações e as incertezas do futuro vão embora, porque agora temos, pela Fé, o Senhor conosco.Se Cristo não for real a alegria não é real. Por isos devemos crer que Jesus veio em todas as sua faculdades. Ele é suficiente. Se não há Cristo, não há fé, e, não havendo fé, não há esperança, e não havendo esperança, não há alegria. Não podemos nos limitar a uma vida triste e sem propósitos, visto que a fé está tão próxima de nós.Para crermos que Jesus é Deus temos que passar pelo conflito entre a Verdade e o erro. João ensinava para que seus amados escolhessem a verdade. João se preocupava com o futuro daquele rebanho. Muitos já haviam caído no erro proto-gnóstico, e agora, alimentar a fé em Cristo era sua prinxipal função.                              
II.          
A MARCA DA OBEDIÊNCIA! 
Os hereges que saíram da Igreja, saíram pregando sobre Deus. Na verdade eles até tinham um certo “conhecimento de Deus”. Mas conhecer Deus e não obedecê-lo, não faz diferença na vida, porque Deus está mais preocupado com quem você é, e não com os conceitos que você tem, não o quanto você sabe.  conceito de Deus é ético, não metafísico. Não adianta saber a Bíblia toda e não obedecê-la. Quando há dicotomia entre o que fazemos e o que pensamos, na verdade o que nos falta é sabedoria, e a Bíblia diz que Deus é o provedor de sabedoria e atodos dá liberalmente. A verdade revelada veio muito mais para mudar nossas vidas do que para aumentar nosso conhecimento teológico.Vitória sobre o pecado é resultado da obediência e marca irrefutável da alegria que homem tanto deseja. Cristo encarnado nos dá forças para vencer o mal. Devemos andar na luz, não nas trevas. Se almejamos uma vida de abundante alegria devemos biscar a luz, o verdadeiro conhecimento, a vontade de Deus para nós. Devemos nos submetermos ao crivo divino. Se escolhermos o pecado que está à nossa volta, e escolhermos as trevas, o pecado, estaremos errando. E este erro pode nos ser fatal e nos jogar na tristeza do pecado e todas as suas terríveis consequências.A alegria virá quando  nossa vontade for confessar nossos pecados e não desejá-los. O Cristo se encarnou para nos mostrar que é possível não pecar, é possível acertar o alvo. Sua vida nos mostra que em tudo foi tentado, mas Jesus Cristo foi fiel. É possível escolher a Deus. Jesus foi 100% homem e mesmo assim conseguiu ser fiel a Deus. Nós podemos ser. Devemos seguir o exemplo deixado pelo nosso Senhor. Aceitar o perdão de Cristo é outro ponto importante que devemos tomar para nossas vidas. Na carta João salienta que é possível que pequemos, mas nos mostra que temos um advogado. Este pegará nossa cauda se confessarmos. Se reconhecermos que estamos errado e Ele certo. A humildade deve ser o estado de nosso coração e dependência a Cristo nosso combustívelPodemos vencer. Podemos ter a vitória. Rejeição do mundo, da carne e do diabo é o caminho a seguir. Para que deseja ser feliz, é preciso uma comunhão com Cristo e obediência à Ele. A influência do mundo devemos lançar fora. Os desejos carnais devem ficar de lado e a vontade do diabo deve ser deixada de lado para que a obediência ao Senhor possa permanecer de pé e nos levar a alegria abundante.Quanto mais pecar, mais triste vai ficar. O pecado ao invés de libertar a alma, como os gnósticos pensavam, ela aprisionava. A tentação é mentirosa. O homem não precisa de pecar para ter alegria. O pecado aprisona, não liberta. Nosso regozijo está na nossa obediência a Deus.A luz não coaduna com as trevas, por isso devemos andar em plena consciência espiritual. Não basta conhecer a verdade, precisamos viver a verdade.  
 III.           A MARCA DO AMOR! 
O amor fraternal é diferente das relações impuras. João desejava que pelo menos aquele grupo que ali permancera, não se machucasse mais. A saída dos nicolaítas e dos beelamitas feriram a Igreja. A heresia machucou. A fórmula que João encontrou foi  Adoção por Deus.Conhecer a Deus é discernir o Espírito.Amar uns aos outros é o suficiente.Amor X Ira 
CONCLUSÃO              
O mundo está influenciando o cristianismo hoje!
Nem a obediência nem o amor sobrevivem fora da Verdade, Cristo é Jesus.A alegria é o resultado de uma comunhão íntima com Cristo. Havia uma tecelagem onde se fabricavam tecidos muitos finos. Quando, em dado momento, os fios se embaraçavam, o operador devia tocar uma campainha para ser atendido por um funcionário especializado, que punha as coisas em ordem novamente. Certa ocasião, entretanto, depois de um rapazinho ter pedido o auxílio do funcionário especializado e recebido a assistência, um operário antigo na fábrica achou que já sabia o suficiente e que poderia passar sem o auxílio especializado. Então, quando novamente os fios se embaraçaram, ele mesmo tentou arrumar. Seus fios, porém, ficaram terrivelmente embarassados e o estrago foi muito grande. Quando, enfim, ele chamou o especialista e disse-lhe: “Mas eu fiz o meu melhor!” O especialista replicou: “O seu melhor é chamar por mim!” Quantas vezes queremos resolver nossos problemas sozinho sem ter condições. Pecados, tragédias, morte e etc, são problemas sérios que não conseguimos vencê-los sozinhos, precisamos de um especialista, precisamos de Jesus.   
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