18 Nov 2009 - 20:23:56
A Profecia deve ser exercida segundo a proporção da fé. Muitos podem ter simultaneamente este dom na mesma igreja (Rm 12.6 e I Cor 14.1). Este profeta deve comunicar a vontade do Senhor de acordo com a verdade Bíblica. O Ministério deve ser o serviço (Rm 12.7). Neste a comunhão é também seu foco e por trabalha. O serviço é prestado ao próprio Cristo independente da direção de seu trabalho. Paulo se dizia servo de Deus (2 Cor 6.4), servo do evangelho (Ef 3.7) e servo da igreja (Cl 1.25). No Ensino o agente ensinador é o Espírito Santo (Rm 12.7 e Jo 16.13). Sem o Espírito não existe ensino. Deve ser exercitado com dedicação. Na igreja primitiva este ensino era ministrado nos cultos nas casas dos cristãos. Este dom deve ser exercitado pelo maior número possível, considerando a liberdade do Espírito. Mas o apóstolo Paulo em Efésios 4.15 nos ensina que qualquer membro ensinado por Deus tinha a feliz responsabilidade de repassar as palavras de sabedoria divina, que produzem crescimento. Outro dom é a referida Exortação (Rm 12.8). É também dependente do Espírito Santo. Este vai encorajar, consolar e mostrar o caminho correto. A contribuição (Rm 5.8), não é uma atitude puramente impulsionada pela vontade humana, mas o Espírito é quem atua. Quando Àgabo previu a grande fome a atitude prevista normalmente por todos seria a cautela e guardar o maior número de alimentos possíveis. Mas os discípulos decidiram vender as suas posses e ajudar seus irmãos que moravam na Judéia (At 11.29). Neste sentido que entendemos a palavra “charisma”, “Charis” graça e “Mas” efeito, literalmente sugere efeito resultado da graça. A Presidência (Rm 12.8) é outro dom. Significa planejar, persuadir e conduzir os membros do corpo a cumprirem os ministérios para os quais cada participante contribui. Este deve fazer isso com diligência. A Misericórdia é o último dom desta lista de Romanos 12. Ela expressa a compaixão de Deus. Os dons significam também que só podemos adorá-lo com seu auxílio que nos capacita pelo Espírito para que trabalhemos para Ele segundo Sua vontade. Não podemos descartar ao meditar sobre adoração os efeitos que ela causa na vida daquele que adora. Um escritor desconhecido certa vez disse que a adoração transforma o adorador na imagem daquele que se curva. Adoramos a Deus não apenas porque Ele ordena, mas também porque sacia nossa sede espiritual nos transformando à sua Imagem. A adoração deve ser voltada Àquele que criou todo o Universo. Não podemos adorar o deus deste mundo. Deturpamos o sermão do monte para extrairmos melhor seus valores. : Felizes são as pessoas petulantes e atrevidas, pois delas é o progresso da vida; Felizes são os insensíveis, pois nunca permitem que as coisas da vida lhes afetem. Felizes são os estúpidos, pois nem se apercebem dos erros que cometem; Felizes são os que dirigem com prepotência, pois assim é que obtêm bons resultados dos outros; Felizes são as pessoas instruídas, pois sempre conseguem sair bem em qualquer situação; Felizes são os valentões, pois só pela fama que criam, todo mundo já os trata com cuidado. A adoração que genuinamente adora a Deus motivada pelo Espírito Santo produz segurança no adorador. Esta segurança deve ser proporcionada pela fé. A situação a seguir nos ensina o que é ter fé: Um homem no deserto estava sedento quando de repente viu um poço com uma bomba. Ao lado havia uma pequena garrafa de água e um bilhete. O bilhete dizia que a água daquele poço era fresca e boa. Só que a bomba para tirar a água do poço era movida por água. A quantidade da garrafa era suficiente para movimentar a bomba. Após a retirada a indicação era para que enche-se novamente a garrafa junto com seu bilhete. O homem ficou num dilema, beber a água quente da garrafa e saciar apenas um pouco de sua sede ou confiar àquela água para tirar mais águas, estas frescas. O homem confiou e pode se fartar da boa água e deixar para outros também a opção. Outro efeito da adoração é a comunhão e reconhecimento mútuos. A medida que nos aproximamos de Deus, aproximamos também das pessoas. Quando se elimina a distância entre a alma e o Criador, as pessoas aproximam-se uma das outras. Conhecer a Cristo implica reconhecer aqueles que a Ele pertence. Comunhão com o Pai não se adquirir numa vida isolada, pelo contrário, junto com todos. A santificação é também outro efeito causado pela adoração. A santificação nos ajuda a fazer a coisa correta e abandonar a errada. Ao invés de nos esforçarmos para fazer o mal, na adoração a força será empregada para fazer o bem. Se a regeneração é a fonte, a santificação é o rio. A visão transformada é também um efeito na adoração. Aos poucos deve-se enxergar do ponto de vista divino. A. W. Tozer disse: Tornar-se mais desejável ser santo do que ser feliz. O quinto efeito da adoração é a evangelização. A comunhão com Ele e o poder que Dele se origina motiva a realização da obra missionária. O adorador vai desejar testemunhar deste Deus. É impossível haver adoração quando não há evangelização. E o último efeito da adoração, mas que em nada perde para os demais, é a preocupação com a alegria de Deus. Este efeito na verdade deve ser almejado acima de todos. Assim, como o relacionamento entre marido e mulher, pai e filho, nosso relacionamento com Deus deve ser a cada dia mais intenso. Isso inclue o processo. Se não cresce é porque não vive! Nossos pecados fazem com que seja necessário este processo. Todavia uma pergunta ainda nos resta: Deus está satisfeito com o culto que é a Ele oferecido. Este efeito visa justamente proporcionar este agrado Áquele que é merecedor de toda adoração. Assim como um rei vale mais do que os negócios do rei, a adoração a Deus vale mais do que o serviço a Deus! Muitos exemplos de adoração podem nos auxiliar neste grande assunto. As Sagradas Escrituras são o nosso manual. O Salmo 96 é o primeiro. Nele encotramos um convite (1-6). O cântico deve ser novo, ou seja, cada dia deve trazer experiÊncias novas proporcionando mais um novo motivo para adoração, um novo cântico. Enquanto existirem pessoas que não conhecem a Deus como o único digno de toda glória, o culto será incompleto. Diz a Bíblia que um dia todos confessarão o senhorio de Jesus. Este deve ser o motivo para atendermos este convite. O Salmo 96 nos ensina também como adorar (7). Ele nos desafia a trazer nossas oferendas. As ofertas são motivadas pelo amor. Alguém pode dar sem amar, mas é praticamente impossível amar ser dar, como dizia R. Braunstein. O manual nos convida a tomar uma posição de servo na beleza de sua santidade. Não há nenhum outro atributo tão assustador como a santidade de Deus. Outro exemplo de adoração é Enoque. (Gn 5.22-24 e Hb 11.5 e 6). Enoque andou com Deus. Este andar era real. Enoque não imaginava um deus. Era tão latente que expressava obediência. Isto agradou a Deus. Enoque estava com a Presença divina, o que todos que adoram têem. Paulo reconheceu também que o estar com Deus é incomparavelmente melhor (Fp 1.23). Outro exemplo encontramos em Gênesis 32.22, onde Jacó luta com o “Homem” Divino em Peniel. A recepção de uma benção que não só queremos, mas de que precisamos, às vezes coloca-nos numa luta. A luta forneceu-lhe nova energia. Quanto mais buscamos a Deus, mais desejaremos buscá-lo. Entendemos também que render significa vencer. Quando a vontade de Deus prevalece sobre a nossa saímos vencedores. Vencemos no momento em que somos vencidos. O defeito na coxa o lembrava de sua dependência e fraqueza moral e espiritual, e ainda a realidade de Deus. Paulo teve uma experiência interessante em 2 Coríntios 12.9, onde a vitória foi na graça e não na retirada do espinho. Moisés quando rogou a Deus por sua Presença é outro exemplo de adoração. Moisés desejou ardentemente, com todos os riscos possíveis, a Presença do Senhor com Ele. Moisés não queria somente os atos divinos, pois ele sabia que Deus poderia operá-los à distância, mas queria ficar perto de Deus. O profeta Isaías teve uma grande experiência com Deus sobre a qual tiramos como exemplo de adoração. Primeiro houve uma contemplação e em seguida uma comunhão (6.1-4). A experiência foi marcante devido a proximidade do Deus três vezes Santo com um pobre homem pecador. A visão mostra que Deus é Soberano, Ele está assentado sobre um “alto e sublime trono”. Assim, como Isaías teve uma visão concluímos que buscar a Presença de Deus, sem vê-lO, resulta em cultos vazios, sem expressão. Isaías teve convicção de seu estado de pecador, confessou sua indignidade na expressão “ai de mim, estou perdido”, ele concordou com o pensamento de Deus quando viu Seu atributo. Isso fez com que Deus o purificasse, pois ninguém pode proclamar a Palavra do Deus Santo se a iniqüidade não for tirada. A experiência do profeta nos ensina sobre a comunhão. Ele se assemelhou com o povo. O coração purificado assemelha-se a ouvidos desobstruídos. Sua prontificação é uma conseqüência da gratidão que leva o pecador, que teve seus pecados perdoados, a querer a servir e anunciar essa justiça e purificação a todos. Outro exemplo de adoração é Maria no momento em que ela unge os pés de Jesus (João 12.1-8). Este comportamento de Maria combate o ativismo que já tinha naquela época, mas que é mais intenso em nossos dias. Pensamos em muitas vezes que as atividades é que merecem elogios, Maria, porém concentrou sua atenção na aproximação dos corações, na busca de intimidade no relacionamento com o Deus encarnado. Outra lição é que Maria preocupou-se em agradar a Jesus, não aos discípulos. Em muitos cultos ouvimos a expressão “não gostei do culto”. Até parece que o culto deve ser prestado as pessoas! O culto de Maria era uma expressão de seu amor a Jesus. Maria não adorou de maneira popular, e mesmo impopularmente agradou a Jesus. Maria não calculou o preço de sua oferta, pois a libra de bálsamo correspondia ao salário anual de um trabalhador. Foi um culto fundamentado na confiança de que Jesus era o Messias, o Servo Sofredor que expiaria os pecados. Maria ultrapassou os próprios discípulos no conhecimento de Cristo. Maria derramou o bálsamo todo. O culto de Maria, ainda que particular e motivado por uma decisão pessoal, também envolveu todos que ali estavam, o perfume encheu toda a casa. Sua adoração não podia ser contida, por isso agradou a Jesus. É justamente isso que Jesus espera de todos os seus discípulos. Nunca é demais nos entregarmos a Deus. Deus não mostrou desperdício ao dar Seu único Filho. Ele nos amou sem medida afim de que nos o amemos também sem medida. Visto que a adoração é um elemento vital na vida do crente, alguns obstáculos aparecem devido à sua importância. O encontro com o Criador tem que ultrapassar algumas barreiras que impedem a vitalidade espiritual. A atitude incoerente com a adoração em Espírito e em verdade é a primeira barreira que encontramos. Falta de sinceridade no culto. Na Bíblia encontramos o exemplo de Caim, cuja oferta foi rejeitada pelo Senhor, pois a inveja e a amargura jazia em seu coração. Hoje, vemos muitos cultos em que na verdade o “irmão” que matar o outro “irmão”, mas estão os dois ali juntos “louvando” a Deus. Mateus 5.23 Jesus diz que devemos nos concertar com o nosso próximo para depois O buscarmos. Outro fator que é obstáculo à adoração é as exterioridades e o tradicionalismo. Ainda que haja boa intenção em muitas pessoas, a Bíblia nos diz que a adoração deve ser livre, sem nenhuma imposição, seja daqueles que fazem nenhum barulho ou daqueles que fazem muito barulho. A adoração verdadeira é aquela que obedece a Deus (Mc 7.8). É fundamental na adoração a humildade. Este é sem dúvida o seu principal fator. Em terceiro lugar temos a rotina. Esta impede o raciocínio, logo, impede o crescimento das coisas divinas. Se nosso foco principal é agradar a Deus, dizemos também que Deus detesta culto mecânico. Quem se acostuma com Deus será condenado a causar-Lhe cansaço, enjôo. A rotina é resultado da falta de fome de Deus que gerará falta de conhecimento de Deus. Para vitalizar a adoração, o adorador precisa mudar os hábitos para dar uma nova vida ao encontro. Adorar não é parte da vida, mas é a própria vida. O mundanismo é outro obstáculo à adoração. Mundano significa no sentido mais amplo tudo que compõe a vida independente de Deus, podem ser prazeres, pessoas, coisas, lugares, planos, desejos e pensamentos. O mundanismo que incentiva uma preocupação maiôs com as aparências do que com o pecado interior. Horatius Bonar disse: É com nossos pecados que nos achegamos a Deus, pois não podemos nos apresentar a Ele com qualquer outra coisa que seja realmente nossa... sem termos aprendido esta lição, não poderemos dar um só passo correto naquilo que chamamos de vida religiosa. O pecado não confessado é também um grande obstáculo à adoração, pois todo culto cristão é sempre direcionado para a santidade de vida. Pecado consciente, cultivado e defendido no recôndito do coração, não pode deixar de ser motivo intransponível para Deus nos negar o prazer de Sua companhia. Vai após o homem disposto a se arrepender e tristemente afasta da sua presença o homem que ama o seu pecado. O desinteresse e a ingratidão é outro obstáculo à adoração. Há pouco interesse em se aprender de Deus, há pouco reconhecimento de quem Deus é. O entretenimento e a diversão tomam conta da vida das pessoas as desviando de seu destino almejado por Deus. A solução disto não seria se desligar do mundo, mas se transformar através da conscientização da realidade. O segredo é procurar cortar o que desvia a atenção e esfria a alegria no Senhor. A preguiça e a negligência é o último obstáculo da verdadeira adoração. Cultos em que as pessoas tem preguiça de cantar, preguiça para preparar um culto ideal, preguiça ao preparar a mensagem, preguiça em até ir ao culto. Tudo isso é efeito de uma causa: preguiça de buscar a face de Deus. Preguiça de orar em casa, de meditar na Palavra. Estes são as causas do efeito maior. O pior é que este pecado quase sempre vem com uma tentativa de justificação: estou cansado, trabalho muito, está tarde, a “Igreja” é longe, amanhã vou viajar, tenho que fazer almoço e etc. Quem não tem zelo também não tem o amor de Deus. A negligência é também avassaladora. Crentes que chegam tarde no culto, ida ao banheiro com muita freqüência, boicotar cultos por causa de interesse pessoal. Isso tudo é abominável. Falta de energia para adorar é também negligência, pois não houve sabedoria no adorador. Não podemos dar mais valor as coisas do mundo do que as coisas de Deus. O amor a Deus faz com que nos dediquemos com o nosso melhor Àquele que nos ama. Wesley disse: Pegue fogo para Deus, e os homens virão por ver-te queimar. O culto deve ser valorizado por nós, se não o for, as pessoas também não o valorizarão. A preguiça aumenta num ambiente onde o culto é desvalorizado. Isso é resultado da secularização que profere valores humanistas. Todavia, encontramos um grande contraste nas regiões onde a religião é perseguida. Onde há fortes restrições à prática da religião, o zelo dos cristãos tem crescido muitíssimo, cresce o envolvimento porque a comunhão é preciosa. O grande problema disso tudo é que estes comodismos é resultado da tomada do lugar que um dia era do Espírito e agora é do mundo. Isso não quer dizer que o Espírito não habita mais, mas que o indivíduo não está dando ouvindo Sua voz. Essa voz que acusa o erro e não dá paz enquanto o lugar não for estabelecido por Àquele que o criou com imenso amor. A adoração na Igreja contrasta com a do Antigo Testamento. O conhecimento do NT é um pouco diferente do conhecimento do AT. O cristianismo é bipolar. Nele vemos claramente a fé e a adoração. Estes dois conteúdos são na verdade uma expressão de nosso conhecimento de Deus, nossa Teologia. Por isso, toda adoração é fruto de um conhecimento cada vez mais claro da pessoa de Deus, ainda que entendamos que o homem muda. A visão que este homem estiver de Deus vai fazer ele adorar a pessoa certa ou a pessoa errada, de maneira certa ou de maneira errada. Na maneira de adorar o formalismo e a irreverência são dois perigos que ameaçam a adoração bíblica, pois são extremos que aniquilam a sinceridade do culto. O formalismo mortifica e a espontaneidade deixa de estimular qualquer encontro sério com Deus. O homem não está livre para adorar segundo sua própria vontade, mas em verdade, segundo a vontade de Deus. A adoração certa é aquela que tem o conhecimento certo de Deus, Sua Soberania. A adoração exige tempo. Para adorarmos o Soberano precisamos consagrar a Ele nosso tempo. O tempo é preciosíssimo, só poderemos dá-lo ao Soberano se o amar-mos mais do que tudo. A prática hebraica de guardar um dia para caráter religioso foi uma das contribuições mais valiosas à civilização. O tempo para eles fazia parte integral do pacto. O dia era para lembrar ao homem a sua responsabilidade de adorar em tempo e em lugares determinados, bem como proporcionar ao corpo físico descanso necessário. É interessante lembrar que a proeminência do sábado aumentou após o cativeiro, ou seja, após a provação. As leis do AT que regem a observância do sábado atingem o seu cumprimento no descanso sabático cristão (Hb 4.1-11). A responsabilidade aumentou em tudo, em importância e em recursos. Em importância porque agora o conhecimento é completo e em recurso porque temos dentro de nós o Espírito Santo. A Igreja primitiva se reunia diariamente. A alegria de adorar ao Senhor Jesus era sua motivação para tanto empenho que na verdade não era custoso, era prazeroso. O tempo na sua totalidade é uma dádiva de Deus, adequado portanto para qualquer atividade sagrada (2 Tm 4.2). As reuniões, principalmente no domingo (I Cor 16.2), eram consideradas uma antecipação da glória infinita a ser gozada no céu. O Cordeiro De Deus era o causador desta grande alegria, por isso a festa sempre. Não podemos esquecer o pecado como grande causador do erro na adoração. Assim como os do AT evitavam o fermento, devemos evitar o pecado todos os dias (I Cor 5.8). O Templo é outro fator importantíssimo na adoração. No AT o espaço era sagrado para a adoração. Era o local especial para Deus se revelar (Ex 3.1 e Gn 28.17). Após a Lei, Deus proibiu a Israel de erigir altares em qualquer lugar (Deut 12.5 e 15.20). O Santos dos Santos representa o monte Sinai. No NT todos os crentes unidos a Ele pela fé formam com e no Cristo ressurreto a Casa do Pai. A morada de Deus não é apenas no céu, mas em nós. No AT a Shekinah encheu o lugar, no NT o Espírito Santo é quem encheu. Esta diferença é funcional. A Shekinah é a glória de Deus manifestando seu poder e seus atributos. Já o Espírito Santo é ativo na adoração, exortando, confortando e etc. É no ou com Espírito que somos batizados. Estamos guardados para Deus. Essa presença em nossas vidas mudam completamente nossa maneira de viver. Todos os salvos devem andar em sincronia, a unidade da Igreja é sagrada. Todo cristão é responsável pela manutenção de seu Templo como casa de Deus, como também de toda a Igreja como corpo de Cristo. A Igreja como corpo de Cristo não O substitui, mas O torna visível. O pecado em nossas vidas faz necessário o sacrifício na Igreja, o preço tem que ser pago. É claro que Deus não é influenciado pelos sacrifícios, mas é o próprio Deus quem realiza o ato da expiação e o ato do perdão. O sacrifício servia principalmente para o testemunho de purificação do pecador. Havia o sacrifício da oferta queimada, dos manjares(Deus era o convidado de honra), pacífica (paz de Deus) e pelo pecado e pela culpa (restauração da comunhão com Deus). No NT o sacrifício de Jesus deveria ser cada dia mais vivido para que Cristo vivesse cada dia mais através de nós. Estas bênçãos são possíveis a todos os povos indistintamente (Rm 15.16), ao contrário do que os judeus esperavam. Cristo foi por isso melhor sacerdote, pois era este o ofício daquele que fazia os sacrifícios. Para nós hoje, ofertas matérias são também sacrifícios, junto com o serviço e tudo que pode expressar nosso amor a Jesus (Heb 10.13). Tudo que o cristão faz ou diz deve ser oferecido como adoração. O sacerdócio dos crentes é outro fator que difere o AT do NT. No AT tinha primeiro o Sumo-Sacerdote, depois vinha o Sacerdote, em seguida os levitas e depois os filhos de Arão Gérson, Coate e Merari. Os levitas não tinham herança, o Senhor era sua herança, nada melhor! No NT todos podem ter acesso ao Senhor. A Ceia por exemplo, é um grande culto de adoração em que cada um se posiciona como seu sacerdote, é ele e Deus. Todavia, devemos lembrar que a Igreja deve interceder em favor dos homens. O ministério sacerdotal é também mútuo, onde as pessoas se ajudam. Devemos nos alegrar extremamente, pois temos muitos motivos para exultar a excelência do Cordeiro, mais inclusive do que os seres celestiais. Com atitude de fé, devemos andar constantemente em rumo a Santidade de Deus. De acordo com o NT conclui-se que adoração é aquilo que realizamos juntos, estejamos no mesmo lugar geográfico ou não, é unidade da Igreja, a composição do Templo não esta restrita a raça, idade ou sexo, o Templo ainda está sendo edificado, convencer os homens da realidade da habitação de Deus na terra e entre o Seu povo. Ele é digno de toda força que pulsa dentro de nós. Para quem deseja adorar segundo o NT deve se desprender da forma, dar uma oferta contínua e ser sacerdote de tempo integral. “O Salmo 16 não se refere a uma experiência de Davi, mas à morte e ressurreição de Jesus” (pg 69). Esta interpretação esta fora do contexto. O texto é de Davi, se refere a Davi e se aplica a Davi. Embora muitos teólogos interpretem os Salmos Cristológicamente, certo é que os Salmos também se aplicam ao Messias, mas sua interpretação é retirada do próprio texto no contexto em que foi escrito. Sete dons espirituais segundo Romanos 12. Foi o que o autor relatou. Seria interessante o autor trabalhar claramente os dons em todos os textos da Bíblia. Poderia ser que algum dom que ele não abordou aparecesse, e quem sabe adicionar estas informações para o enriquecimento no estudo dos dons espirituais. O autor cumpre o que promete mostrando o verdadeiro sentido da adoração na Bíblia. Ele se baseia na Bíblia e não em filosofias. Mostra o texto falando profunadmente ao coração. No que tange a relevência do tema pode-se dizer que é mais do que prescindível, é vital para os tempo de hoje, em que muitos abusos têm ocorrido, tanto da parte do tradicionalismo, quanto da parte dos liberais. Mordomia é também um ato de adoração, por isso, o papel usado no livro deveria ser reciclado. O livro é indicado para o estudo de todos, crentes ou não, líderes ou não, pastores ou não, pois adoração bíblica é necessitade de todos.
Sindicação
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